Tempo de ordem: a construção discursiva do homem útil

É um olhar para a forma sujeito que se delineia nos discursos nacionalistas, nas primeiras décadas do século 20, em Santa Catarina, com destaque a Itajaí. Sujeito ora estilhaçado pela falta de medidas enérgicas que promovessem uma identidade nacional, ora rigorosamente visualizado nos discursos que colocavam em funcionamento uma maquinaria disciplinar; dentre elas, a maquinaria escolar e curricular.

O arcaico e seus demônios

​Ainda muito pequeno, sentado à mesa – seus olhos ficavam na altura dos pães e das massinhas –, ele tinha de aguardar poucos minutos até que seu pai fizesse a oração. Era sempre ele. Quase uma lei. O pouco tempo parecia uma eternidade, levando seus ombros a relaxarem sobre a beirada da mesa.

[...]

No século XIX, os processos de reprodutibilidade técnica davam sinais de que se estenderiam às camadas mais profundas da cultura e participariam efetivamente das novas formas de subjetivação. Não somente no consumo de bens, mas, sobretudo, pela virtualidade das narrativas em jornais, cartazes, folhetins (posteriormente pelos meios eletrônicos e, finalmente, pela comunicação não linear no ciberespaço), atravessando diferenças sociais e morais. Um campo simbólico produzido em escala sem precedentes se formava.

[Livro organizado por Carlos Golembiewski]

O virtual e o real como esgar da linguagem: entre Deleuze e Lacan

Capítulo do livro: Linguagem, discurso & Educação

Os conceitos de Virtual, do filósofo Gilles Deleuze, e de Real, do psicanalista Jacques Lacan, ocupam centralidade neste trabalho, que tem como desafio estabelecer algumas articulações para dar conta do irrepresentável, do que escapa à simbolização e, ao mesmo tempo, que deixa suas marcas, como um esgar da linguagem.

Direitos e Emancipação da Mulher Trabalhadora

Org. José Isaías Venera

O livro reúne a interpretação dos principais direitos assegurados à mulher na Constituição Federal Brasileira, no Código Civil, na Consolidação das Leis Trabalhistas, nos Benefícios da Previdência Social e na Convenção Coletiva do Trabalho.

 

O ser da linguagem em Foucault  e as práticas discursas de adolescentes

Em Linguagem e Literatura, Michael Foucault explora o ser da linguagem enquanto espaço. Caminho que permite ao autor desenvolver o que ele chama de “heterotopias”, lugares que são localizáveis, mas contestáveis do lugar de onde vivemos. Para Foucault, havia-se esquecido que o ser da linguagem é espaço, “simplesmente porque a linguagem funciona no tempo, é a cadeia falada que funciona para dizer o tempo. Mas a função da linguagem não é o seu ser: se sua função é tempo, seu ser é espaço” (2000, p. 168).

Narradores de Javé e o problema a ser soluciona

Narradores de Javé é quase um caso psicanalítico. Mas, diferente, o caso pode ser semelhante à leitura deleuziana da obra Carta ao Pai, de Kafka, no livro citado na epígrafe. No filme, o retorno ao herói ou heroína como solução ao problema dos moradores do Vale de Javé é, também, a foto do pai que se projeta no mundo, ou é a imagem que era preciso remexer para encontrar uma saída. Como percebe Deleuze, na perturbada carta escrita a Heman, esse retorno não pode ser um “reterritorializar-se sobre Édipo”, que é a questão de como se “tornar livre em relação a ele”, ao pai. A questão não é saber como se libertar do pai, ou como o analisante pode resignificar essa relação, que é o mesmo que mata-lo simbolicamente, e por onde passa a formação do inconsciente. Ao contrário, Deleuze diz que é preciso desterritorializar e não resignificar. Desterritorializar é “encontrar um caminho justamente onde ele não o encontrou”. Em Kafka, o caminho foi fazer um uso perverso do próprio pai, foi olhar para cima, “erguer a cabeça, e ver por cima do ombro do pai” (1997, p. 17).

Capítulo: Em defesa da inclusão étnico-racial

O livro foi organizado pelo prof. Moacir da Costa

No final da década de 1970 e no decorrer da década de 1980, Itajaí se tornou uma cidade de militantes. Resistência contra o autoritarismo na ditadura militar e lutas pela liberdade de expressão e pelas causas sociais permitiram o surgimento de grupos organizados. A Pastoral da Juventude, o Movimento Estudantil - da então Fepevi -, o Centro de Defesa dos Direitos Humanos e as Associações de Moradores são instituídos neste momento conturbado de nossa história civil.

Impressão de jornalista: livro reportagem

Org: Carlos Alberto de Souza | José Isaías Venera | Vera Sommer

Um livro que faz história.

Impressão de Jornalista, projeto iniciado em 1999, completa a terceira edição, oferecendo aos leitores novas reportagens emocionantes, escritas em linguagem envolvente, misturando descrição, narração e investigação.

O real da poesia como espaço aberto para o impossível

Apresentação do livro Mares in versos, de Denise Martins Freitas 

Os poemas são, como num sonho, o real do sonhador que não domina seu estado de vigília. Diante dessas impressões, faz sentido o entendimento de Freud, de que o homem não é senhor em sua própria morada. E talvez, um poema, como uma das expressões mais livres, seja também o mais próximo do real, mas próximo do que há de mais incompreendido na vida: os sentidos sobre o sujeito que a própria razão desconhece.

Uma cidade sem história

Capítulo do livro Impressão de Jornalista 2: a arte de contar histórias

Esta reportagem focaliza o descaso com o patrimônio histórico de Itajaí. Enfatiza a falta de uma política municipal séria que estenda seus olhares também às casas simples, mas significativas à comunidade. Constata-se uma supervalorização da memória da elite política e econômica, que se perpetua no imaginário da cidade, através dos patrimônios arquitetônicos.

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