Tempo de ordem: a construção discursiva do homem útil

É um olhar para a forma sujeito que se delineia nos discursos nacionalistas, nas primeiras décadas do século 20, em Santa Catarina, com destaque a Itajaí. Sujeito ora estilhaçado pela falta de medidas enérgicas que promovessem uma identidade nacional, ora rigorosamente visualizado nos discursos que colocavam em funcionamento uma maquinaria disciplinar; dentre elas, a maquinaria escolar e curricular.

O virtual e o real como esgar da linguagem: entre Deleuze e Lacan

Capítulo do livro: Linguagem, discurso & Educação

Os conceitos de Virtual, do filósofo Gilles Deleuze, e de Real, do psicanalista Jacques Lacan, ocupam centralidade neste trabalho, que tem como desafio estabelecer algumas articulações para dar conta do irrepresentável, do que escapa à simbolização e, ao mesmo tempo, que deixa suas marcas, como um esgar da linguagem.

Direitos e Emancipação da Mulher Trabalhadora

Org. José Isaías Venera

O livro reúne a interpretação dos principais direitos assegurados à mulher na Constituição Federal Brasileira, no Código Civil, na Consolidação das Leis Trabalhistas, nos Benefícios da Previdência Social e na Convenção Coletiva do Trabalho.

 

O ser da linguagem em Foucault  e as práticas discursas de adolescentes

Em Linguagem e Literatura, Michael Foucault explora o ser da linguagem enquanto espaço. Caminho que permite ao autor desenvolver o que ele chama de “heterotopias”, lugares que são localizáveis, mas contestáveis do lugar de onde vivemos. Para Foucault, havia-se esquecido que o ser da linguagem é espaço, “simplesmente porque a linguagem funciona no tempo, é a cadeia falada que funciona para dizer o tempo. Mas a função da linguagem não é o seu ser: se sua função é tempo, seu ser é espaço” (2000, p. 168).

Narradores de Javé e o problema a ser soluciona

Narradores de Javé é quase um caso psicanalítico. Mas, diferente, o caso pode ser semelhante à leitura deleuziana da obra Carta ao Pai, de Kafka, no livro citado na epígrafe. No filme, o retorno ao herói ou heroína como solução ao problema dos moradores do Vale de Javé é, também, a foto do pai que se projeta no mundo, ou é a imagem que era preciso remexer para encontrar uma saída. Como percebe Deleuze, na perturbada carta escrita a Heman, esse retorno não pode ser um “reterritorializar-se sobre Édipo”, que é a questão de como se “tornar livre em relação a ele”, ao pai. A questão não é saber como se libertar do pai, ou como o analisante pode resignificar essa relação, que é o mesmo que mata-lo simbolicamente, e por onde passa a formação do inconsciente. Ao contrário, Deleuze diz que é preciso desterritorializar e não resignificar. Desterritorializar é “encontrar um caminho justamente onde ele não o encontrou”. Em Kafka, o caminho foi fazer um uso perverso do próprio pai, foi olhar para cima, “erguer a cabeça, e ver por cima do ombro do pai” (1997, p. 17).

Capítulo: Em defesa da inclusão étnico-racial

O livro foi organizado pelo prof. Moacir da Costa

No final da década de 1970 e no decorrer da década de 1980, Itajaí se tornou uma cidade de militantes. Resistência contra o autoritarismo na ditadura militar e lutas pela liberdade de expressão e pelas causas sociais permitiram o surgimento de grupos organizados. A Pastoral da Juventude, o Movimento Estudantil - da então Fepevi -, o Centro de Defesa dos Direitos Humanos e as Associações de Moradores são instituídos neste momento conturbado de nossa história civil.

Impressão de jornalista: livro reportagem

Org: Carlos Alterto de Souza | José Isaías Venera | Vera Sommer

Um livro que faz história.

Impressão de Jornalista, projeto iniciado em 1999, completa a terceira edição, oferecendo aos leitores novas reportagens emocionantes, escritas em linguagem envolvente, misturando descrição, narração e investigação.

O real da poesia como espaço aberto para o impossível

Apresentação do livro Mares in versos, de Denise Martins Freitas 

Os poemas são, como num sonho, o real do sonhador que não domina seu estado de vigília. Diante dessas impressões, faz sentido o entendimento de Freud, de que o homem não é senhor em sua própria morada. E talvez, um poema, como uma das expressões mais livres, seja também o mais próximo do real, mas próximo do que há de mais incompreendido na vida: os sentidos sobre o sujeito que a própria razão desconhece.

Uma cidade sem história

Capítulo do livro Impressão de Jornalista 2: a arte de contar histórias

Esta reportagem focaliza o descaso com o patrimônio histórico de Itajaí. Enfatiza a falta de uma política municipal séria que estenda seus olhares também às casas simples, mas significativas à comunidade. Constata-se uma supervalorização da memória da elite política e econômica, que se perpetua no imaginário da cidade, através dos patrimônios arquitetônicos.

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